Dois assuntos recorrentes e que possuem mais ibope que política e Copa do Mundo é sobre o "aperto financeiro".

Quando há menos movimentação financeira realmente o dinheiro some. Isto ocorre, em parte, porque os investidores internacionais levam seus capitais do país (e isso ocorre quando não há confiança, quando a insegurança jurídica reina entre outros pontos) e porque os juros sobem (e isso incentiva quem tem recursos a aplicar em bancos e não na produção).

O passo seguinte é haver menos compras no comércio e consequentemente menos produção na indústria. Logo surgirá o desemprego que gerará menos consumo e menos venda no comércio que por sua vez não comprará da indústria e a roda decrescente só irá piorar.

Outro reflexo, em pouco tempo, é a menor arrecadação do Governo. Aí, em vez de incentivar as empresas a produzirem e vender mais e gerar postos de trabalho, o Governo sobe impostos para manter a arrecadação para cumprir as suas ações sociais.

Mas como assim se falta quase tudo nos serviços básicos? As escolas mal cuidadas, os professores e trabalhadores sem salários?

E saúde, cuja história é a mesma?

Entretanto os salários dos políticos estão em dia. O mesmo vale para todos os benefícios e penduricalhos salariais a que todos fazem jus.

Como explicar isso?

Simples! O povo somos diferentes, somos cativos, somos marcados como já cantava Zé Ramalho. Infelizmente o artigo 5o. da Constituição Federal é letra morta, ou, ao menos, letra figurativa.

Creches, hospitais, asilos e escolas que possuem perfil filantrópico; com outras palavras, entidades que aliviam a obrigação do Estado, estão indo à falência. O caos já é real e uma tragédia, caso os governantes não tomem atitudes, é anunciada.

Vivemos nos municípios e em vários estados da federação os Governos não repassam o dinheiro; é o caso de Minas Gerais. No Governo Federal a história é bem parecida. Se os repassem estaduais não chegarem aos municípios haverá uma anarquia generalizada. Chegamos ao ápice da irresponsabilidade de alguns governadores.

Chegou a hora de desmontar o cenário. Os bonecos não podemos mais ficar parados, precisamos agir e reagir!

Fúlvio Ferreira – presidente da CDL Uberaba

Empresário, consultor em comércio varejista e palestrante.

www.fulvioferreira.com.br

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